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Hoje vasculhei as roupas incansavelmente. Declarei guerra ao armário enquanto a saudade confrontava minha sanidade. Eu buscava lembrancinhas perdidas... Papéis para colar no diário, pétalas secas para perfumar as páginas... Pedacinhos daquela última viagem, quando meus olhos apenas sorriam.
E aí, descobri tudo.
Surpresa, olhei todas as roupas. Não achei as lembrancinhas; encontrei minhas lembranças. Cada prega, cada furinho, cada mancha virara moradia às memórias.
E as echarpes falavam mais. Recitavam as noites em frente à Tour Eiffel, os passeios nos jardins, os almoços em família, os cafés au lait que exorcizavam o frio... As echarpes que mamãe tricotara tricotavam essas lembranças, unindo-as em fios acolhedores e brilhantes.
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A saudade persiste, mas assumi agora uma nova aventura. Neste blog, quero que todos conheçam as echarpes, literal e metaforicamente. Contarei as histórias e mamãe exporá suas "obras em tricô", para todos aqueles que estiverem interessados em semear lembranças.Então, aproveitem conosco a viagem!
